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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Entrevista Com o Vampiro (1994)



Nome: Entrevista Com o Vampiro (Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles).
Diretor: Neil Jordan.
Gênero: Drama/Horror/Fantasia.
Elenco: Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Kirsten Dunst e outros.
Nota: 4 estrelas.
Página no IMDb

Toda vez que a figura folclórica do vampiro vem à baila, não se pode deixar de lembrar de dois autores: o primeiro, Bram Stoker: autor do famoso romance "Drácula", que deu forma ao mito; a segunda, Anne Rice: responsável por "humanizar" de certa forma os vampiros, mas dando-lhes também algumas características que permanecem até hoje com eles na maioria das suas aparições recentes: a beleza surreal e a inegável sensualidade e erotismo que envolvem os ataques e sua transformações em vampiros.

"Entrevista Com o Vampiro" é o primeiro volume das crônicas vampirescas de Anne Rice e, também, o primeiro de seus trabalhados levado ao cinema (sendo que a própria Anne Rice se encarregou de fazer a adaptação do livro para as telas, assinando o script), divergindo em alguns pontos com a história contada originalmente no livro, mas mantendo o mesmo tom no geral.

Somos inicialmente apresentados a um jovem repórter (Christian Slater), prestes a entrevistar um homem misterioso que se diz um vampiro. Cético, o garoto só se convence quando o vampiro em questão se move rápido demais para olhos humanos, finalmente dando início a uma longa narrativa sobre a história da sua vida - antes e depois da sua "transformação".

O vampiro se apresenta como Louis (Brad Pitt), um homem de 24 anos em 1791, vivendo no antigo Estado de Louisiana e ainda parte da França. Dono de uma plantação imensa, ele havia acabado de perder a esposa no parto do primeiro filho, tendo enterrado ambos há poucos meses e sofrendo duramente com a perda; sem motivos para viver e desejando parar com a dor que sentia de algum modo, Louis era o alvo perfeito para qualquer saqueador ou bandido - mas foi um vampiro que o encontrou numa noite.

Lestat (Tom Cruise) foi quem encontrou Louis, atacando-o para logo depois oferecer-lhe uma chance em uma nova vida, longe de toda dor e sofrimento que os mortais conheciam. No dia seguinte, o jovem decide aceitar a chance de uma vida diferente, assistindo seu último nascer do sol e finalmente tornando-se um vampiro - o procedimento, relativamente simples, consistia na quase total drenagem do sangue do seu corpo por Lestat, que depois lhe oferece do seu próprio sangue para beber.

Louis passa primeiro pela morte do seu corpo, que se adapta à sua nova condição de vampiro. Aos poucos, ele começa a enxergar as coisas de uma maneira diferente, a ouvir melhor os barulhos noturnos e a sentir-se como parte da noite. Lestat ensina-lhe o básico: como dormir dentro de caixões para se proteger da luz do sol e como atacar humanos durante a madrugada, mas Louis não suporta a idéia de ferir um mortal ou trazer-lhe sofrimento, passando a viver do sangue de animais quando descobre que tal fato é possível.

As constantes tentativas de Lestat de "converter" seu companheiro aos modos naturais dos vampiros acabam por descontrolar Louis que, em um impulso, ataca uma das empregadas da sua casa, matando-a. A essa altura, todos os escravos da fazenda já suspeitavam gravemente do seu antigo mestre, de forma que ele decide sair dali, incendiando a mansão e gritando para que os escravos se salvassem dele - supostamente o "diabo".

Os dois se mudam para Nova Orleans, onde Lestat continua matando indiscriminadamente - algo, segundo ele, que torna os vampiros as criaturas mais próximas de Deus. Após um espetáculo particularmente cruel do vampiro mais velho envolvendo duas garotas, Louis sai vagando pelas ruas da cidade, perturbado e quase sem consciência de onde ele está indo até se achar em uma região miserável da cidade, atraído pelo grito de uma criança. Sem conseguir se conter, ele morde a pequena menina que não parecia perceber que sua mãe havia sido consumida pela praga terrível que assolava a cidade.

Lestat encontra os dois e é justamente o aparecimento do outro que evita que Louis drene a garota por completo, deixando-a doente devido à falta de sangue. Na noite seguinte, o próprio Lestat mostra que a única saída é transformá-la também em um vampiro ou então entregá-la à morte, de forma que o mais novo dos dois vampiros opta por permitir a transformação da garotinha, prontamente nomeada Claudia (Kirsten Dunst); a chegada dela impede que Louis abandone Lestat, e os três passam a constituir uma espécie de "família".

Enquanto Claudia desenvolve um gosto voraz e sem culpa para matar como Lestat, ela também tem um forte laço com o mais novo dos vampiros, sendo mimada pelos dois "pais" que possui. Em certo ponto, porém, ela se dá conta de que nunca irá mudar fisicamente, sendo condenada a uma eternidade em um corpo de aproximadamente dez anos. Ela sente ódio de Louis e Lestat - do primeiro, por ter se alimentado dela; do segundo, por tê-la transformado - mas acaba eventualmente perdoando Louis, a quem considera seu amor e criador. Ambos, no entanto, sentem que devem sair da cidade e procurar por respostas sobre os vampiros e sua natureza, já que Lestat ou recusa compartilhar seu conhecimento ou então esconde sua ignorância sobre essas questões.

Por meio de um plano genial, Claudia se livra do vampiro mais velho, passando a estudar os mitos e lendas sobre vampiros enquanto esperam o dia da viagem por navio para a Europa. Enquanto ambos davam pelo antigo companheiro como morto, Lestat, porém, volta em uma forma cadavérica e em que nada lembra sua figura sedutora e charmosa de antes, tendo sobrevivido à base de sangue de animais. Louis, enquanto tenta proteger Claudia da ira do outro vampiro, incendeia Lestat e a casa junto, fugindo para o barco e para longe do continente com a garota.

É somente depois de muito tempo, em Paris, que Louis acaba encontrando outro vampiro - justamente quando já tinha cansado de procurá-los. Armand (Antonio Banderas) lhe dá um cartão e convida tanto Louis quanto Claudia para uma apresentação no Théâtre des Vampires, um local onde só são admitidos aqueles previamente convidados. No local, uma trupe de vampiros atores se passam por humanos encenando vampiros - enganando a audiência composta, na sua maioria, por mortais também.

Depois do espetáculo, os dois visitantes são convidados por Armand a conhecer o subterrâneo do lugar, onde respostas vagas relacionadas aos questionamentos de Louis são dadas. Aparentemente o líder dos vampiros que habitam o teatro, Armand oferece um lugar ali para o recém-chegado (e agora americano, com a entrada da Louisiana para a federação dos Estados Unidos) sendo que a mesma cortesia não é estendida à Claudia - pelo contrário. Pelo modo como a conversa se passou entre Louis, Claudia e Armand, os outros vampiros do lugar começam a suspeitar que eles mataram seu mestre, sendo esse o único crime punível com morte ali: matar um semelhante.

A garota sente que algum sentimento estranho nasceu entre o líder dos vampiros do teatro e Louis, de forma que ela busca por uma substituta para quando Louis decidir abandoná-la: Madeleine (Domiziana Giordano) aceita a missão e pede, durante uma noite, para ser transformada pelo vampiro, a fim de que possa cuidar eternamente de Claudia da forma como ela merce e precisa. Madeleine, uma artesã especializada em lindas bonecas, perdera uma filha e a idéia de uma nova filha que jamais morreria seria perfeita. Embora o vampiro insista que jamais deixará a garota, ele acaba por transformar a outra mulher - perdendo, nesse ato, o pouco de humanidade que ainda lhe restava ao praticar o ato que ele jurara nunca executar em um mortal.

Os três são então surpreendidos pelos vampiros do teatro, sendo arrastados até o subterrâneo do mesmo novamente. Convencidos do crime de Claudia, ela e Madeleine são condenadas à morte enquanto Louis é colocado em um caixão e emparadado a seguir. Só na noite seguinte Armand aparece, salvando o vampiro do seu confinamento e deixando que ele descubra que as duas mulheres foram queimadas vivas pelo sol.

Desolado, Louis incendeia o teatro e mata os vampiros que lá habitavam, com a exceção de Armand - que sabia das intenções do outro e mesmo assim nada fez para evitar o massacre. Ele mais uma vez oferece um lugar a Louis, que recusa, descobre que a morte de Claudia foi intencional da parte do outro vampiro e finalmente deixa-o em definitivo, viajando pelo mundo.

Já nos dias atuais e de volta à Nova Orleans, Louis reencontra Lestat, sozinho em uma casa abandonada e com medo da modernidade. Embora ele insista para que Louis volte a viver com ele, a oferta é recusada e a entrevista também termina. O jornalista, então, pede veementemente para que ele seja transformado em um vampiro, após o inconformismo com o final da história de Louis - sendo surpreendido por uma explosão de raiva por parte de Louis, que desaparece. Com medo, o garoto sai correndo de volta para o carro, onde inesperadamente encontra Lestat, que o ataca e promete dar a ele "a chance que nunca teve".

O primeiro detalhe a ser comentado é a performance de Tom Cruise - embora eu imagine Lestat muito mais bonito, é inegável que ele é Lestat; o vampiro malicioso, cruel e fascinante criado por Anne Rice simplesmente se tornou vivo na pele do ator, que teve sua contratação para o papel questionada e criticada pela própria autora do livro. Após assistir o resultado final, porém, Anne Rice chegou a pagar mais de milhares de dólares por duas páginas na Vanity Fair para elogiar a atuação de Tom Cruise e o filme em geral.

Outra revelação e que garantiu a maioria das indicações de prêmios que o filme recebeu foi Kirsten Dunst. A atriz demonstrou a inocência de uma criança e, ao mesmo tempo, as complexas maquinações de uma mulher adulta com a idade que tinha na época - 12 anos apenas. Não há como não admirar o talento e a maturidade da atriz no seu papel, angelical na aparência como Claudia pede.

O resto do elenco é talentoso e contribui para a atmosfera sombria, sensual e cheia de suspense nas horas corretas, mas alguma coisa fica faltando - não sei dizer o quê. Apesar de tudo, prefiro o final dado ao filme do que aquele contado no livro, simplesmente porque o Lestat de Tom Cruise é tão delicioso e seu sarcasmo ao fim combina tão bem com tudo que se contou até aquele momento que a cena ficou perfeita, com nada mais nada menos que "Sympathy for the Devil" ao fundo, numa versão feita pelo Guns N' Roses especialmente para o filme.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Aladdin (1992)



Nome: Aladdin (Aladdin).
Diretor: Ron Clements e John Musker.
Gênero: Comédia/Musical/Fantasia/Desenho.
Elenco: Scott Weinger, Linda Larkin, Robin Williams, Jonathan Freeman e outros (versão original); Marcus Jardym, Sílvia Goiabeira, Márcio Simões, Jorgeh Ramos e outros (versão brasileira).
Nota: 5 estrelas.
Página no IMDb

Toda e qualquer criança da metade ocidental do globo que teve uma infância saudável e normal viu pelo menos algum filme da Disney, senão todos os seus clássicos. Antes da computação gráfica atingir níveis fantásticos e dos efeitos especiais parecerem tão reais quanto os atores de carne e osso, toda uma geração de obras-primas em 2D deu à Disney a fama que ela conquistou em todo o mundo.

Meu desenho favorito da Disney é justamente Aladdin, uma das várias versões da lenda do gênio da lâmpada mágica. É com a lâmpada, aliás, que a história começa: um mercador árabe parece saber que é o artigo mais exótico e raro da sua coleção, e a lenda sobre ela se inicia.

Somos apresentados primeiramente a um homem de aspecto sinistro e voz maligna: é Jafar (voz de Jonathan Freeman, na versão original, e de Jorgeh Ramos na brasileira), o grão-vizir de Agrabah, a cidade onde toda a história se desenvolve. Juntando as duas metades de uma jóia em formato de escaravelho, a mesma ganha vida e mostra a localização de uma caverna dos tesouros, que não permite a entrada de ninguém - apenas de um "diamante bruto".

De volta à cidade de Agrabah, conhecemos Aladdin (voz de Scott Weinger em inglês e Marcus Jardym no Brasil), um rapaz humilde que rouba para comer e vive nas ruas, sempre com a ajuda do seu fiel macaquinho Abu, que compreende perfeitamente o que qualquer humano fala e parece se expressar como um, apesar de emitir apenas grunhidos. É após mais uma das suas fugas dos guardas do palácio que tentam lhe pegar por um furto que ele vê duas crianças com fome, revirando o lixo. Apesar dele também estar faminto, ele entrega a pouca comida que conseguiu aos garotos, ficando com o estômago vazio e uma sensação de bem-estar.

Os dois irmãozinhos, no entanto, correm para a rua onde um príncipe está passando a caminho do palácio, quase sofrendo um acidente quando ficam na frente do cavalo. Não fosse por Aladdin, alguma coisa séria poderia ter acontecido, mas o nobre pomposo do alto do cavalo nem parece notar isso, a não ser na forma de um inconveniente na sua ida ao palácio. Revoltado com o tratamento que alguém tão rico dispensa aos mais pobres, Aladdin xinga o príncipe, certo de que se ele tivesse tanto dinheiro quanto ele, seria bem mais educado.

As coisas não se passam muito bem no palácio, no entanto. O sultão de Agrabah (voz de Douglas Seale no original e de Pietro Mário na dublagem nacional) tenta desesperadamente encontrar um marido para sua filha, a princesa Jasmine (Linda Larkin na dublagem original e Sílvia Goiabeira na brasileira), quem recusa todos os príncipes que já conheceu por serem metidos, arrogantes e pretensiosos. Seu tigre de estimação contribui para espantar todos os seus pretedentes também. Inconformada com as leis a que é submetida e desejando se casar por amor, a princesa decide então escapar do palácio onde vive quase como prisioneira sem poder sair, querendo ver o mundo.

É no mercado da cidade que Aladdin vê Jasmine pela primeira vez, ficando encantado com a beleza da princesa. Quando a mesma vê um garotinho que tinha fome e lhe dá uma maçã, o comerciante imediatamente exige o pagamento, que ela não tem condições de fazer por ter saído sem nada do palácio. Vendo a situação, Aladdin vai ao resgate da princesa, inventando uma história para ambos saírem ilesos do que quase terminara com a amputação da mão direita de Jasmine.

É nessa hora, no palácio, que Jafar descobre quem é o único homem que pode entrar na caverna dos tesouros: Aladdin. Um feitiço com um anel que o sultão possui lhe revela a face do escolhido, e ele manda os guardas do palácio atrás do ladrão, determinado a conseguir a lâmpada que ele sabe ficar na caverna. Os dois são encontrados então na "casa" de Aladdin, o lugar onde ele e Abu se refugiam normalmente, com uma belíssima vista do palácio. Com a prisão abrupta, o casal mal conseguiu trocar informações a respeito deles próprios ou sobre seus nomes - mas em uma tentativa final de libertar Aladdin, Jasmine se revela e o outro fica abismado com a possibilidade de ter passado os últimos momentos com a princesa da cidade.

Jafar faz então Jasmine acreditar que Aladdin havia sido decapitado, deixando a moça arrasada. A verdade, no entanto, é que ele se encontrava no calabouço do palácio, onde Jafar, na forma de um velho maltrapilho ajuda o outro a escapar e o leva para o deserto, onde ele encontrará todo o tipo de tesouros para viver uma vida confortável até o final dos seus dias. Tentados, Aladdin e Abu seguem o estranho velho até a caverna dos tesouros, que finalmente reconhece seu escolhido e lhe permite a entrada.

Uma única regra é imposta pela caverna, no entanto: se eles desejam pegar a lâmpada e sair dali vivos, devem tocar somente na lâmpada e em mais nada, por mais tentadores que sejam os tesouros espalhados em todas as câmaras da caverna. Procurando pela lâmpada, os dois são então surpreendidos por um tapete mágico, que parece curioso a respeito deles e depois do convite de Aladdin, prossegue junto com eles, mostrando ser um amigo fiel e muito útil.

A jornada vai bem até Aladdin pegar a lâmpada, no alto de uma estranha rocha - no mesmo momento em que Abu, não conseguindo mais se conter diante de um gigante rubi, agarra a jóia. A caverna imediatamente começa a tremer e a se desfazer por dentro, com explosões, fogo e desabamentos; Aladdin teria terminado morto se não fosse a ajuda do tapete para sair de lá literalmente voando.

Na saída da caverna, o velho pede a lâmpada primeiro, Aladdin pede a ajuda para sair - e quando o jovem finalmente cede e passa o objeto, o velho esquece completamente do ladrão e tenta assassiná-lo. No final, a caverna é novamente selada, e enquanto Jafar pensa que ficou com a lâmpada do lado de fora, Aladdin e Abu se vêem presos dentro da caverna com o tapete.

Esfregando a lâmpada por acidente, Aladdin liberta o Gênio (voz de Robin Williams no original e Márcio Simões no Brasil), uma criatura grande, azul e cheia de poderes mágicos, que explica ao ladrão que ele é seu novo amo, bem como ganhou direito a três desejos - salvo três condições: o Gênio não pode matar ninguém, fazer uma pessoa se apaixonar por outra ou ainda trazer alguém de volta da morte.

Engenhosamente, Aladdin, Abu e o tapete escapam da caverna com o Gênio sem gastar nenhum desejo, utilizando seu primeiro para virar um príncipe, de forma a conquistar Jasmine. É assim que ele vira o príncipe Ali Ababwa, fingindo ser alguém que ele não é para casar com a linda princesa e não sendo nada bem-sucedido de início, apesar do sultão adorá-lo.

É com um passeio noturno com a princesa que eles finalmente se acertam, sendo que Jasmine consegue ver as semelhanças entre ele e o rapaz que conheceu no mercado - que são, afinal, a mesma pessoa: Aladdin. O ladrão se entrega falando sobre Abu (agora transformado em elefante pelo Gênio) e tenta consertar dizendo que ele se disfarçava para ir ao mercado, porque ninguém gostava de ficar preso dentro do palácio. A mentira, por ora, funciona com a princesa.

Na volta ao palácio, Aladdin é atacado pelos guardas do palácio e jogado no fundo do mar com uma grande bola de metal presa ao seu corpo - uma clara tentativa de assassinato por parte de Jafar, que não quer que a princesa se case porque senão ele será imediatamente despedido. Livrando-se do príncipe Ali Ababwa, ele muda as leis de forma a poder casar com a princesa se ela não conseguir arrumar um marido no tempo hábil que lhe resta, enfeitiçando o sultão com o seu cajado em forma de cobra.

O Gênio, no entanto, salva Aladdin e ele retorna triunfalmente ao palácio, desmascarando Jafar e anunciando o seu casamento com Jasmine posteriormente. Humilhado, o grão-vizir percebe antes de escapar do palácio que o príncipe possui a lâmpada, sendo ele o rapaz do mercado. Com a ajuda de Iago (voz de Gilbert Gottfried no original e de Rodney Gomes na dublagem brasileira), ele rouba a lâmpada e passa a ser o novo amo do Gênio, mudando completamente a cara de Agrabah.

Seus desejos são virar sultão, seguido de uma vontade por amplos poderes como feiticeiro. Por mais que o Gênio não queira obedecer aos comandos de Jafar, ele o faz com pesar, não podendo se livrar da servidão que sua condição como Gênio o coloca. O ex-grão-vizir então se livra de Aladdin, mandando-o para longe e o rapaz se culpa por tudo, sabendo que se ele tivesse libertado o Gênio com seu último desejo e revelado a verdade para Jasmine (que acabou descobrindo tudo pela pior maneira por meio da Jafar), nada daquilo estaria acontecendo.

É com muita astúcia que Aladdin consegue reverter a situação, finalmente cumprindo sua palavra e libertando o Gênio, além de conseguir casar com a princesa no final. O vilão do filme, Jafar, é mandado para bem longe - mas retorna em um segundo filme com mais confusão, que no entanto, não chega aos pés do original.

Aladdin, como todas as obras da Disney desse período, ficou famoso por suas músicas. Dubladas em vários idiomas, elas fazem parte da memória que várias crianças possuem da sua infância, e eu não sou exceção. As vozes de Aladdin e Jasmine, quando cantando, são interpretadas por pessoas diferentes, mas no geral os outros dubladores permanecem. As mais famosas, neste caso, são "A Whole New World" ("Um Mundo Ideal") e "A Friend Like Me" ("Amigo Insuperável"), marcantes em qualquer
idioma. Eu pessoalmente prefiro a segunda música e também a "Prince Ali" ("Príncipe Ali"), ambas cantadas pelo Gênio que é meu personagem favorito.

O filme segue a estrutura de conto de fada: o início calmo e pacífico, onde o herói começa a se dar bem e finalmente acontece algo ruim, que é superado com esforço e então chegamos ao "felizes para sempre". O fato da trama ser conhecida e/ou previsível, no entanto, não tira nenhuma parte do encanto do filme. Além das músicas, a dublagem desse filme (como de todos os outros da Disney) é impecável, seja no original ou no Brasil. O trabalho de Robin Williams, como o Gênio, foi o primeiro passo para o costume que temos hoje de pessoas famosas dublarem personagens de desenhos animados. Ele também é creditado por grande parte do sucesso do filme e do seu personagem, tendo improvisado mais de 12 horas de material - para não ser creditado no filme por causa de uma briga com a Disney, que só foi sanada depois de anos.

Outra coisa que me chama a atenção nesse desenho é o tapete, uma criatura sem falas ou rosto que parece ter mais expressão e sentimento do que muitos personagens encontrados em outros filmes. Em certos momentos, é possível ver e sentir o que ele sente, seja alegria, esperança, divertimento ou tristeza, sem que ele esboce sequer uma expressão facial. Sua função para o sucesso de Aladdin no filme é crucial, bem como a de Abu.

Aladdin é um clássico cujo sucesso originou seqüências, série de TV e outros mini-filmes, fazendo parte da formação de várias pessoas educadas numa época onde a criatividade e o talento eram suficientes para produzir uma obra-prima inesquecível.

domingo, 21 de outubro de 2007

À Espera de Um Milagre (1999)



Nome: À Espera de Um Milagre (The Green Mile).
Diretor: Frank Darabont.
Gênero: Drama/Mistério/Fantasia.
Elenco: Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse, Doug Hutchison e outros.
Nota: 5 estrelas.
Página no IMDb

Freqüentemente o cinema busca sua inspiração em outra forma de arte: a literatura. Desta vez, o autor escolhido foi Stephen King, um dos mestres do terror, subrenatural e suspense. E a adaptação cinematográfica faz jus à sua renomada obra.

O filme se passa como um longo flashback: Paul Edgecomb (Tom Hanks) conta a uma amiga sobre o verão do ano de 1935, quando era policial e trabalhava no corredor da morte de uma prisão no estado americano da Louisiana. O nome original do filme vem justamente do fato de que costumava-se dizer que os prisioneiros ali mantidos caminhavam sua última milha sobre um piso de cor verde da sua cela até a grande "atração" do local - a cadeira elétrica.

Um dia, um novo prisioneiro chega: seu nome é John Coffey (Michael Clarke Duncan), um negro de altura impressionante mas que se revela um gigante calmo: ele conversa delicadamente, tem medo do escuro e chora várias vezes - algo que parece terrivelmente ilógico dada a sua condenação pelo estupro e assassinato de duas garotinhas brancas.

A convivência entre os prisioneiros e os guardas é relativamente amistosa, com o respeito imperando ali. É costume que a execução de cada um deles seja treinada antes de ocorrer efetivamente, para impedir qualquer erro que prolongue o sofrimento dos condenados. A rotina é normalmente calma até o dia em que um pequeno rato aparece em frente a mesa dos policiais, que pede por comida e depois se esconde na solitária (utilizada como depósito), onde ninguém consegue encontrá-lo. O mesmo rato torna-se alvo da obsessão de Percy Wetmore (Doug Hutchison), um guarda que possui ligações poderosas mas adora estar ali porque pode intimidar, provocar e causar todo o tipo de sofrimento aos presos - um verdadeiro sádico, desprezado pelos seus colegas.

O mesmo ratinho volta a aparecer mais tarde, tendo sido "domado" por Eduard Delacroix (Michael Jeter), que o nomeia Mr. Jingles. O animalzinho passa a morar na mesma cela de Delacroix, e obedece todos os comandos do preso - um fato surpreendente para todos. Chega também à prisão um sujeito extremamente estranho: William Wharton (Sam Rockwell), que engana a todos como um falso louco e quase estrangula um dos guardas na sua chegada.

É com muito esforço que Wharton (ou "Wild Bill", como é conhecido) é controlado, e quando o guarda atacado é levado embora para ver um médico, Edgecomb se deixa cair no chão da prisão: ele sofre de uma estranha infecção urinária que não vai embora e que nos últimos dias vinha enlouquecendo-o de dor.

No chão e obviamente sofrendo, John Coffey começa a chamar pelo policial e pede para vê-lo - e apesar de dizer que aquela não é uma boa hora, Edgecomb atende o pedido no final - somente para ser agarrado pelo gigante e então ter seu problema curado.

Coffey consegue tocar a parte afetada e então transmitir para si mesmo a doença, depois então abrindo a boca e expelindo do seu próprio organismo tudo aquilo que tinha dentro do seu corpo. Depois desse processo, ele sempre sente um cansaço extremo e dorme, sem querer falar ou comentar sobre nada. Edgecomb comenta com Brutus Howell (David Morse) o milagre que ele acredita ter se operado, mas nenhuma outra prova a respeito dos poderes de John Coffey aparece.

A rotina na prisão segue normalmente, apesar das constantes interferências de Wild Bill - ele não gosta de nenhum dos outros presos e odeia principalmente os policiais, tendo feito todas as malcriações e se comportado do pior jeito possível com todos ali dentro. Ele apronta até mesmo com Percy Wetmore, que fica muito assustado com o fato, inclusive urinando nas próprias calças depois do nervoso e medo que experimentou nas mãos de Wild Bill - e em seguida ameaça o resto dos policiais de demissão, porque se alguma coisa a respeito daquele incidente se espalhasse, todos eles perderiam seus empregos, já que ele possuía conexões importantes.

É ele também que mata Mr. Jingles um dia, feliz por finalmente ter eliminado o rato que tanto lhe incomodava em proporções maiores do que o normal. Desesperado, a dor de Delacroix ao perder o seu animal de estimação é comovente - e os policiais ficam assustados com a crueldade e aparente insanidade de Percy também. É nesse momento que John Coffey pede para que lhe tragam o ratinho, dizendo que talvez ainda haja tempo para ele.

Sem entender nada, os policiais entregam o ratinho - e vêem Coffey trazê-lo de volta a vida, utilizando os mesmos poderes e o mesmo processo anteriormente empregado na infecção de Paul Edgecomb. Dessa vez, há testemunhas, sobretudo Delacroix - que não consegue expressar sua gratidão em palavras ao ver seu caro Mr. Jingles de volta. Percy, ao saber do ocorrido, recusa-se a acreditar em qualquer coisa como um milagre e se sente pessoalmente ofendido.

A vingança do guarda se dá da pior maneira: durante a execução de Delacroix. Ele havia pedido para o chefe da seção (Paul Edgecomb) para comandar uma única execução e então se mudaria para outro cargo, deixando o resto dos policiais livres dele, fato que todos enxergam como sendo benéfico. Cabe à pessoa que lidera às execuções na cadeira elétrica a colocar uma esponja cheia de água sobre a cabeça do condenado (em um lugar onde o cabelo foi previamente raspado) para que a eletrecidade seja conduzida mais rapidamente pelo corpo do preso e assim, ele morra mais rapidamente e sem tanto sofrimento. No entanto, seu ódio pelo antigo dono do ratinho faz com ele coloque a esponja seca na cabeça de Delacroix e autorize a execução.

A cena é grotesca: os gritos, a duração dos choques e o cheiro que a atitude de Percy causam chocam policiais e sobretudo as pessoas que vieram assistir à execução. Enquanto isso, John Coffey fica com Mr. Jingles nas mãos, aparentemente sentindo uma parcela da dor de Delacroix, inclusive fazendo com que o ratinho escapulisse das suas mãos e fugisse da prisão. As lâmpadas ao longo do corredor da prisão estouram na medida em que Coffey se esforça para minimizar o sofrimento do antigo colega de prisão.

Dois importantes fatos se seguem então: convencidos dos poderes sobrenaturais que Coffey possui, os guardas, liderados por Paul Edgecomb, traçam um plano para levá-lo até a esposa do chefe deles (James Cromwell), que tem um tumor no cérebro e que está provocando a sua morte. No meio do plano, eles acabam também punindo Percy pela execução de Delacroix, deixando-o amordaçado e preso numa camisa de força dentro da solitária. No entanto, antes que consigam sair com John Coffey pelo
corredor, ele é agarrado por Wild Bill e algo estranho se dá entre eles - algo que deixa Coffey profundamente perturbado mas que ele não confidencia a ninguém.

A cura do câncer funciona perfeitamente - e as demonstrações que cercam a todos enquanto o processo ocorre são fortes demais para serem ignoradas, como por exemplo a casa toda tremendo. Dessa vez, porém, Coffey não retira de dentro de si o grande mal que absorveu, o que preocupava gravemente os policiais. Mas também, eles não julgam Coffey por isso - se ele prefere morrer de câncer a morrer na cadeira elétrica, ninguém o culpa por isso.

Mais tarde John Coffey acaba conseguindo punir os dois "homens maus" que existiam por perto segundo ele (Wild Bill e Percy Wetmore), cada um recebendo um castigo diferente. Conforme a execução de Coffey se aproxima, os policiais tentam fazer de tudo para ajudá-lo, ainda mais por saberem que ele é, no final das contas, inocente - mas o gigante se recusa a continuar vivendo em um mundo onde tanta desgraça e dor existem. Com uma refeição diferenciada e tendo o desejo de assistir a um filme atendido, ele é levado para a sua execução, onde os guardas mal conseguem conter a emoção.

A execução dele se dá sem o capuz que os presos normalmente vestiam - ele continua tendo medo do escuro. Os pais das garotinhas assassinadas aparecem para o acontecimento assim como um bom número de pessoas, todas condenando Coffey, um homem bom e que é definitivamente um milagre enviado por Deus para a Terra. Paul não sabe como Deus irá perdoá-lo por ter matado um dos seus milagres, e ele se desliga do corredor da morte pouco depois.

O filme retorna ao presente, com o já velhinho Edgecomb finalizando sua história, que não convence a amiga que a ouviu pacientemente. Mas ainda existem provas da veracidade dos fatos que deixam a senhora perplexa - bem como todos os espectadores. O final, com linhas poéticas carregadas de emoção, levam qualquer um às lágrimas e indagações profundas a respeito do mundo e da sua cruel realidade.

O filme é longo, com praticamente três horas - mas não se sente o tempo passar. O filme é uma verdadeira obra de arte do gênero dramático - como não chegar às lágrimas assistindo a esta história? Como não torcer e não se emocionar com a simplicidade de Coffey, odiado por algo que não cometeu?

Tom Hanks está fantástico na pele de Paul Edgecomb, conduzindo a história lado a lado com Michael Clarke Duncan. Sua atuação como John Coffey é espetacular, tão intensa e tão cheia de emoção que muitas vezes eu me esquecia de que aquilo era um filme. Não é à toa que seu papel neste filme lhe rendeu uma indicação ao Oscar por melhor ator coadjuvante - troféu que ele, infelizmente, não levou para casa.

A adaptação da obra também é fiel, embora conte com algumas mudanças. Ela foi feita integralmente pelo diretor (que também recebeu uma indicação ao Oscar pela adaptação), que com habilidade extraiu o máximo dos atores em cena, guiando esse filme memorável. As pequenas atuações, de personagens que não concentram o foco da trama - seja da esposa de Paul, seja do seu chefe, seja dos outros guardas que não têm tanto destaque - dão uma incrível noção de realidade para o filme, apesar do seu forte caráter de mistério e de ser sobrenatural.

Não tenho motivos para acreditar que a adaptação cinematográfica fique devendo em qualquer aspecto ao texto original que lhe inspirou. Stephen King deve ter ficado muito orgulhoso de ver suas palavras adquirirem três dimensões tão sólidas na frente dos olhos de todos.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Piratas do Caribe: a Maldição do Pérola Negra (2003)



Nome: Piratas do Caribe: a Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl).
Diretor: Gore Verbinski.
Gênero: Ação/aventura/comédia/fantasia.
Elenco: Johnny Depp, Geoffrey Rush, Orlando Bloom, Keira Knightley e outros.
Nota: 5 estrelas.
Página no IMDb

Assim que eu saí da sala de projeção, eu sabia que Piratas do Caribe era especial. Depois da trilogia do Senhor dos Anéis (que eu fiz de questão de ver cada filme por três vezes por gostar demais do livro), Piratas foi o primeiro filme que me causou essa mesma sensação de precisar ver tudo de novo - e eu de fato retornei ao cinema para rever o filme que se tornaria a primeira parte de uma triologia.

O filme trouxe de volta um gênero que não aparecia no cinema há um bom tempo: a pirataria. Baseado em um dos brinquedos dos parques da Disney, Piratas do Caribe não foi preparado para ser um sucesso ou para ter continuações, um dos fatores que provavelmente deram toda a graça e o charme peculiar desse filme que, embora seja da Disney, ao mesmo tempo parece não pertencer a ela e aos seus filmes "comportados".

A história se passa no séc. XVIII, no Caribe, terras comandadas ainda pela Inglaterra. Somos primeiramente apresentados à Elizabeth (Keira Knightley) e Will (Orlando Bloom), amigos de infância que se conheceram por acaso durante a travessia marítima da Inglaterra para a América quando crianças.

Já crescidos, não é difícil perceber que o jovem vê em Elizabeth um pouco mais que uma simples amiga - mas as diferenças sociais entre eles deixam tudo isso no plano das idéias. Enquanto isso, vemos a entrada de um homem incomum, com o equilíbrio e voz de um bêbado, além de alguns trejeitos meio afeminados: Jack Sparrow (Johnny Depp), mais tarde revelado um pirata ao salvar Elizabeth de um possível afogamento (tudo culpa de um espartilho muito apertado e uma proximidade perigosa do mar).

É trancado em uma cela que ele vê um navio fantasma começar a atacar a cidade, desesperando os moradores. O navio aparentemente não é nenhuma surpresa para Jack, ou o jeito como a sua tripulação amaldiçoada se comporta - mas o resto da vila, em pânico, pensa diferente. Por fim, dois piratas encontram Elizabeth, que pede pelo parlay - direito de falar com o capitão do navio ao qual os dois piratas pertenciam, e assim ela é levada até a presença do temido Capitão Barbossa (Geoffrey Rush).

Elizabeth então consegue fazer com que os ataques parem e que o navio se retire, tudo em troca de um medalhão que ela carrega consigo desde o dia em que conhecera Will em alto-mar, quando criança. Barganha terminada, os piratas se retiraram para alto-mar... Junto com Elizabeth.

O seqüestro da filha do governador não tarda a se espalhar e Will logo se voluntaria para salvá-la - mas não é o único tomado por preocupações ou afeição por Elizabeth: Comodoro Norrington (Jack Davenport), a máxima autoridade da marinha britânica na cidade, deixa isso bem claro.

Decidindo tomar medidas drásticas, Will vai até a cadeia e encontra Jack Sparrow ainda preso por lá - os piratas deixaram-no lá de propósito após encontrarem-no na noite passada. Will pede pela ajuda do pirata para ir atrás de Elizabeth - já que os seqüestradores são piratas também - mas Jack só concorda ao saber do nome completo de Will: William Turner.

Enganando a marinha e roubando um navio, os dois saem atrás de Barbossa e sua temível tripulação do Pérola Negra, um navio tido como fantasma que assombrava as ilhas caribenhas com lendas mórbidas. No meio do caminho, um tesouro amaldiçoado que precisa ser devolvido, a constante troca de lados de Jack Sparrow e seu envolvimento com Barbossa e o navio, bem como o triângulo amoroso formado entre Will, Elizabeth e Norrington.

O filme tem fôlego para resolver tudo isso e mais um pouco, dando origem a cenas hilárias e diálogos afiadíssimos - o diálogo é, afinal, um dos pontos fortes do filme. Como não foi projetado para ser um sucesso, nenhum dos produtores de Piratas se empolgou com a idéia de grandes gastos com efeitos especiais (embora as cenas com os piratas amaldiçoados sejam espantosas), reforçando as linhas dos personagens.

Os próprios personagens são um show a parte - principalmente Jack Sparrow. O capitão pirata de jeito estranho e moral duvidosa é disparado o papel de mais sucesso que Johnny Depp já encarou até hoje, o resultado do cruzamento de Pepe LePew e Keith Richards, segundo o próprio ator. Enquanto ele é a alma do filme, todos os outros personagens contribuem com visões e atitudes diferentes, especialmente no tocante à "mocinha" do filme - Elizabeth não tem medo de piratas, ou de bater neles.

Uma história bem amarrada, com cenas de luta excelentes e uma grande dose de humor original fizeram deste filme uma das maiores bilheterias da história do cinema com suas continuações, chegando ao ponto de alterar o brinquedo original da Disney que lhe deu origem: hoje, na atração, é possível ver as figuras de Jack Sparrow e Barbossa, por exemplo.

O filme teve censura livre do Brasil (mas foi classificado como PG-13 nos Estados Unidos por causa de "cenas assustadoras"), porém não se engane: é uma obra de arte fantástica, que diverte qualquer pessoa que parar por dez segundos em frente à tela. E é também meu filme favorito - algo que eu acho que não é mais surpreendente a esse ponto.

Yo ho, yo ho, a pirate's life for me.